ANTAQ participa de reunião no Senado sobre Hidrovia do Paraguai-Paraná

Evento foi organizado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal e do Grupo Parlamentar Brasil-Argentina

A ANTAQ participou, na segunda-feira (23), de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal e do Grupo Parlamentar Brasil-Argentina para elaborar diagnóstico, identificar gargalos e discutir soluções para viabilidade da Hidrovia do Paraguai-Paraná. O diretor-geral Adalberto Tokarski representou a Agência durante os debates ocorridos no Senado.

 Tokarski (D): a Hidrovia Paraguai-Paraná é uma ferramenta de desenvolvimento regional

Para Tokarski, a Hidrovia Paraguai-Paraná é uma importante via de integração do Mercosul. “É preciso tornar a hidrovia um vetor de desenvolvimento regional”, disse. A hidrovia parte do centro-oeste brasileiro e passa pela Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai, até desaguar no Oceano Atlântico.

Durante o evento, Tokarski apresentou o Estudo da Prática Regulatória, Vantagens Competitivas e Oferta e Demanda de Carga entre os Países Signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná, que foi feito pela Agência, após convênio assinado com a Universidade Federal do Paraná. O diretor-geral lembrou que a navegação na hidrovia é regida pelo Acordo de Transporte Fluvial o qual prevê a eliminação de entraves e restrições administrativas, regulamentares e de procedimento, com vistas a desenvolver um comércio fluído e uma atividade fluvial eficiente.

Conforme o estudo, o Brasil transporta 4,47 milhões de toneladas pela Hidrovia Paraguai-Paraná, sendo 100% exportação – 98,80% minério de ferro. A principal rota comercial é a Argentina. Já a Argentina transporta 64,60 milhões de toneladas pela hidrovia. São 84,95% de exportação. Os principais parceiros comerciais são Ásia, Europa e Brasil. Os produtos mais transportados pelos argentinos são resíduos de óleo de soja, milho, combustíveis e fertilizantes.

O estudo também projeta os potenciais de movimentação de carga com horizonte de 15 anos, prevendo-se que cerca de 260 milhões de toneladas possam circular na Hidrovia Paraguai-Paraná em 2030. “O intuito do estudo é reforçar a intenção original da hidrovia que é a de servir a região. O trabalho é uma ferramenta para auxiliar os governos, em especial o brasileiro, a buscar meios para dirimir eventuais assimetrias regulatórias”, afirmou Tokarski.