Diretor Mário Povia palestra em evento sobre multimodalidade em São Paulo

O diretor-geral substituto da ANTAQ falou no painel sobre Regulação e Incentivo à Multimodalidade Brasileira
Povia(D) defendeu a adoção de uma logística de transporte integrada. Foto: ASC/ANTAQ.

O diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Mário Povia, participou ontem (12) da CAMPMODAL 2018 – Planos e Ações para o Desenvolvimento da Multimodalidade Logística no Brasil, realizado em Paulínia, São Paulo. Povia participou da mesa de abertura e palestrou no painel Agências: Regulação e Incentivo à Multimodalidade Brasileira.

O evento foi promovido pela Federação e Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp/Ciesp) e contou também com a participação de representantes do Ministério da Fazenda, governo de São Paulo, Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e das agências nacionais de regulação da área de transportes – ANAC (aviação civil) e ANTT (transportes terrestres).

Em sua palestra, Povia defendeu a adoção de uma logística de transporte integrada, com o aproveitamento das vantagens competitivas dos diferentes modais. “Nesse contexto, todos ganham: ganha o dono da carga, ao obter custos menores de transporte e mais segurança; ganha o consumidor, que encontrará preços mais baixos nas prateleiras dos supermercados; ganha o meio ambiente com uma participação mais intensa de modais menos poluentes, e ganha o país, com um escoamento mais eficiente dos nossos produtos para o exterior”, apontou.

O diretor-geral substituto da ANTAQ reiterou a necessidade de o país retirar os entraves que reduzem a competitividade da cabotagem brasileira (transporte entre os portos do país), a exemplo do alto custo do óleo combustível (bunker), impostos que incidem em cascata sobre o modal e a burocracia.

Sobre o modal hidroviário, Povia lembrou que o modal tem um viés muito importante para o transporte de cargas que percorrem grandes distâncias e possuem baixo valor agregado, como é o caso das commodities soja e minério de ferro. “Em razão disso, a Agência tem envidado esforços e vem desenvolvendo uma série de estudos para balizar e melhor respaldar o aumento da participação do modal na matriz de transportes, em suporte à política setorial traçada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil”, observou.

Recomendações

Além de regulação, o encontro debateu as experiências internacionais de implantação e operação multimodal e obstáculos e dificuldades na operação multimodal no Brasil.

Ao final do evento, a Fiesp, em conjunto com os palestrantes, operadores do setor, indústrias e demais participantes, produziu a Carta Logística. O documento, contendo propostas de ações sobre multimodalidade, será entregue às autoridades pertinentes.